Como a TAM me fez um criminoso.

Fugindo um pouco dos nossos assuntos de costume, vou usar esse canal para um desabafo a nível pessoal.

Hoje, por motivos de trabalho, tive que viajar para Natal – RN. Como já é de costume, fiz me check in na TAM com 3 dias de antecedência na esperança de ainda conseguir algum assento “confort” (como gostam de chamar). Infelizmente segundo o sistema online de check in da TAM, todos os assentos do avião estavam ocupados. Ainda pode ser levado em consideração que em nenhum momento durante o processo de check in o sistema me informou qual seria tal poltrona.

Existe agora uma importância muito grande em prover corretamente o contexto, como descrito acima, pois os fatos a seguir me deixaram chocado (para se dizer o minimo).

Ao embarcar na aeronave (Vôo 3606 para Natal, partindo do aeroporto internacional Tom Jobin), constatei que a poltrona que me havia sido designado era a 4C. Para minha surpresa, logo a frente da minha fila, existiam as tais poltronas confort (as quais mencionei anteriormente). Primeiramente, tentei me sentar na poltrona designada, mas o espaço disponível era tal que minhas pernas pressionavam a poltrona da frente. Assim, a pessoa que estivesse na poltrona 3C, estaria submetida a um vôo de mais de 3 horas onde não seria possível reclinar sua poltrona e também ficaria ligeiramente empurrada para frente. Com relação a mim, nos 5 minutos subsequentes que fiquei sentado na poltrona já estava sentindo dores no joelho por conta da pressão aplicada na poltrona dianteira.

Durante um momento de tranquilidade durante o embarque, fui até as comissárias de bordo e expus minha situação de forma bem clara. Estava fisicamente impossível ficar sentado onde eu estava. Também expliquei que havia tentado adquirir a poltrona confort pois já imagina que poderia haver problema quanto ao meu tamanho e o espaço disponível. Neste momento, uma das piores situações que já vivi começou.

Primeiramente fui indagado se estava sentado em um poltrona de corredor, respondi que sim, e então me foi sugerido pela equipe de bordo que sentasse com uma perda do lado de fora (para o corredor). Indaguei então que está não era uma solução aceitável, por o meu problema de passar um vôo de 3 horas extremamente desconfortável continuaria e ainda iria atrapalhar o serviço de bordo. Perguntei se era possível sentar em uma poltrona da saída de emergência. As comissárias conversaram entre si e me informaram que era esperado cerca de 20 ligares livres no vôo, mas logo em seguida e informaram que eu não poderia sentar na saída de emergência por esta seria uma poltrona confort e necessitava ser comprada previamente. Argumentei enfaticamente que, primeiro, a opção não havia sido apresentado quando fiz o check in, e segundo, nenhum argumento faria minha pernas entrarem no pouco espaço da poltrona. A partir deste ponto, me sugeriram sentar em duas poltronas adjacentes onde não havia passageiros, fiz questão de reafirmar para a equipe que mesmo sendo duas poltronas a distância para minha pernas ainda sim seria a mesma, ponto no qual me sugeriram viajar de pernas abertas.

Até este momento, estava sendo com as pernas para o corredor (em minha poltrona designada), quando pude reparar que o embarque estava concluído, observei que as poltronas na saída de emergência estavam quase que totalmente livres. Imaginando que está seria uma solução satisfatória para todos (pois toda a equipe já estava ciente da minha situação), levantei e me dirigi até uma das poltronas de emergência, ao me sentar, fui quase que imediatamente questionado por um comissário (que estava a par da minha situação) qual era a poltrona marcada no bilhete de embarque. Disse que era a poltrona 4C mas que havia mudado devido a não ser possível sentar nela com o mínimo de conforto. Após alguns aviso enfáticos por parte dele que está poltrona seria apenas para quem pagou previamente pela confort, ele informou aos devidos passageiros que eles poderiam pedir reembolso por suas poltronas pois uma pessoas que não pagou havia sentado nelas.

Mantendo que eu não havia condição de sentar na poltrona designada, notei grande movimentação da equipe de bordo. Ponto no qual, um funcionário da TAM entrou na aeronave e sem se identificar questionou minha poltrona. Expliquei a ele a mesma coisa que já havia explicado aos outros. Ele então, de forma muito ríspido pediu que eu voltasse a minha poltrona pois o vôo não sairia enquanto eu não liberasse a poltrona confort, novamente argumentei o meu problema e disse que se a questão era pagar pelo uso da poltrona da saída de emergência eu faria isso sem problemas no ato. Ele retrucou que era impossível, e deveria ter seguido o procedimento previamente ao embarque. Novamente tentar deixar claro que não teria nem queria problemas, faria o que fosse preciso para que pudesse usar a poltrona na qual era possível de sentar. Como replica, ele me falou de forma muito abrupta que caso eu não saísse da poltrona eu seria removido da aeronave.

Fiquei completamente perplexo com este tratamento, sendo ameaçado de algo que entendo ser reservado apenas a pessoas que estivessem de alguma forma colocando o vôo em risco.

Neste momento, pedi para que ele confirmasse que estava realmente sendo ameaçado. Sendo assim, tratado como um criminoso, levantei e fui até a poltrona dupla onde realizei a viagem “de pernas abertas”.

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Note que mesmo ocupando espaço do banco ao lado, ainda fica extremamente limitado o espaço.

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Meu joelho invadindo o bando do lado. E se o vôo estivesse lotado?

Isso é um desabafo, de algo me me aconteceu e vou sem sombra de dúvidas fazer barulho sobre. Me recuso a acreditar que viva em um lugar onde um tratamento desta forma seja aceitável ou até mesmo imaginável. Pretendo buscar compensação legal, mas mais que isso, pretendo que esse tratamento seja amplamente exposto ao todas as pessoas possíveis.

O nome de uma das comissárias de bordo era:

Ana Melhein – Comissária

Os outros não pude identificar pois tão cedo quando a situação começou eles não estavam mais com suas identificações em um local visível.

O Vôo era o 3606 com destino a Natal, partindo do Rio de Janeiro no dia 18 de março de 2014 as 10:32 AM.

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