Embate de gerações

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Recentemente um amigo de um amigo meu passou por uma situação que considerei como um ótimo ilustrativo do que difere a geração X da Y.

2yvw8d0Veja bem, hoje no mercado de trabalho, temos um cenário onde os cargos de chefia estão dominados majoritariamente por pessoas da geração X. Sem querer entrar muito no âmbito do que define cada geração, o importante para essa história é a característica que ela tem de trabalhar muito. Entenda, trabalhar muito, não é um elogio e também não é necessariamente uma crítica. Nesta situação do mercado de trabalho, temos hoje pessoas da geração Y começando a ascender para cargos de maiores responsabilidades. Consequentemente isso gera maiores embates entre estas gerações.

Voltando ao nosso caso. Temos meu amigo, Jorge, que trabalha a alguns anos na área de TI. Ele tem 25 anos e caracteriza razoavelmente bem o estereótipo da geração Y. No momento Jorge trabalha para uma grande empresa da área e, por N motivos e forçado a uma jornada para ir e vir do trabalho de cerca de 6 horas diárias. Em um dado dia de trabalho, Jorge levanta 5:30 da manhã para se deslocar 80 km até seu local de trabalho. Ao chegar, Jorge senta em frente à um computador, ligado à Internet e realiza suas tarefas. No final do dia, ele pega suas coisas e volta para casa, perdendo cerca de 3 horas de tempo total de deslocamento somente para voltar.

0418yJorge costuma expor comigo sua revolta. Esta sendo, sair de casa, transpor quilômetros de trânsito e calor para pode trabalhar usando ferramentas que estão todas a sua, disposição em sua própria casa.
Ele conta que já teve a experiência de poder não passar por isso tudo e poder trabalhar de forma muito mais esperta. Onde horários não significavam muita coisa e deslocamentos tinham produtos nobres.
Isso me traz só ponto. Os nossos líderes X pensam que é necessário trabalhar muito (só não pergunte porque), mas o grande problema nisso é o conceito de o que é trabalhar.

A geração X ainda tem o conceito de assistir televisão, de se submeter passivamente a uma programação definida. A geração X ainda lê jornal (papel, impresso), e a geração X ainda mantém o conceito de “escritório” que herdou dos baby boomers e aqueles antes deles.
Jorge sempre se perguntou porque perder tanto tempo para trabalhar menos? Os X vêem o estar no lugar definido como a real definição de trabalho, eles medem sua performance por horas (as quais são no local de trabalho). A geração X prestigia esse trabalho “burro”.

Não existe um certo ou errado nisso, apenas pessoas e como elas são. O mundo que a geração X estão tão arduamente (e cada vez mais ineficientemente) construindo é o mesmo mundo que está deixando claro que está forma não condiz realmente com o que é necessário.

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Jorge pensa muito diferente, ele pensa nos problemas apresentados e nas soluções. Ele não pensa em horas ou local (está é uma geração que não possui mais o conceito de local físico como limitador), Jorge apenas pensa que existe um problema e deve ser resolvido. Ele não precisa viajar quilômetros por dia para resolver isso. Não precisa por que a geração X construiu um mundo onde isso não é mais necessário.
No ano de 2013 está geração está se consolidando como algo além de adolescentes e crianças, ela está aí para mostrar que o título de “geração estragada” a qual lhe foi atribuída em idos do ano 2000, não é verdade.
Jorge recentemente presenciou e foi parte de um embate que aconteceu claramente por estas diferenças. Ele não foi e não será o único a passar por isso. E neste mundo a Y vai impor sua nova visão e seus novos valores, uma hora ou outra. Vai sair bem aquelas empresas e aqueles líderes que entenderem isso é souberem abraçar o que existe de bom nisso.
É hora de tirar o pé de acelerador, olhar para os lados e aceitar que se passarem a marcha, o carro vai andar muito mais.

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