Mil e um motivos para você não utilizar o Lulu

Dia desses, li uma matéria na internet que dizia: “O aplicativo Lulu finalmente iguala as mulheres aos homens – no que eles têm de pior”. Achei fantástico, define exatamente a principal reflexão a respeito da mais nova febre entre mulheres (e que tem causado febre em muitos homens), o aplicativo Lulu.

Fico impressionada quando vejo que, nos dias de hoje, os relacionamentos também precisam ser “controlados” ou “suportados” por aplicativos e pela internet. Pior ainda é saber que muitas pessoas acreditam no poder da exposição das principais características positivas e negativas a respeito de alguém para se sentir confiante, considerando que as atribuições foram dadas por alguém completamente desconhecido. Pense comigo: se eu quiser “ferrar” alguns ex-namorados, colocando hashtags ofensivas em seus nomes no Lulu, as mulheres que visitarem seus perfis desistiriam de um encontro com eles na hora. Não sabem sequer quem foi que disse que ele é #maleducado ou #machista, mas vão acreditar nisto fielmente. Cara amiga, porque você não busca descobrir por conta própria se ele é tudo isto mesmo? Afinal, se eu mesma namorei um cara #maleducado e #machista, não deveria eu rever meus conceitos sobre os homens com quem saio?

Leiam com atenção essa belíssima reflexão:
“Está oficialmente lançado o homem-objeto, a versão masculina de um conceito sexual que nunca exatamente foi motivo de orgulho para ninguém. É o reino das “femistas”, a versão feminina dos machistas. As mulheres devem estar muito orgulhosas deste feito. Já que não conseguiram ainda conquistar plenamente os mesmos direitos profissionais, sociais e familiares, pelo menos chegaram à perfeita igualdade na área sexual – aproveitando todos os aspectos negativos do comportamento masculino” (via Diario do Centro do Mundo)

Imagino um mundo onde as pessoas dependam de resultados e avaliações de desconhecidas para se arriscarem a sair com alguém. Mas os relacionamentos se constroem quando aprendemos a acertar e errar com os caras que saimos. Machistas, educados, cheirosos, tarados, apaixonantes, todos são diferentes, e entender as diferenças é fundamental para encontrarmos a pessoa certa. Objetizar os homens é absurdamente covarde e injusto, é a mais pura alimentação do machismo e a inversão do feminismo a partir de um sentimento de vingança, pois sim, as mulheres dizem que “os homens sempre fizeram isto conosco, agora é a nossa vez”. Cuidado onde pisam, meninas, para não terminarem assim…

 

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