Cronica de um dia sem celular

Hoje, vou voltar ao meu post sobre comunicação. Vou começar eles com uma história, ela aconteceu com um amigo de um amigo meu. Esse amigo meu, é uma pessoa viciada em tecnologia, tem a ideia que sempre deve manter o celular dele ligado. Ele tem mãe, pai, tio, avô e avó. Ele trabalha de dia e estuda de noite. Só encontra com a familia antes de dormir e as vezes de manha antes de sair para o trabalho, e apenas em parte do fim de semana. Esse é nosso protagonista. Vamos chamar ele de Joao. Joao, estava um belo dia em casa, depois da faculdade e do trabalho, ele estava cansado e ia logo para a cama. Antes de se deitar ele verificou como estava a bateria de seu celular, constatou então que estava na metade. Apartir disso, ele decidiu que com uso moderado do aparelho, seria possivel correr o dia seguinte sem problemas. O dia começou como qualquer outro, tudo transcorredo como deveria. Ir para o trabalho, como sempre foi uma operação de precisao quase militar, tudo cronometrado e marcado. O trabalho foi sem muitos eventos. Tirando por um evento, um pequeno evento que mudaria o rumo daquele dia para muitas pessoas, mas nao para Joao. Em algum momento da tarde, o celular de Joao, começa a reclamar que esta acabando a bateria. Joao, como ja possui alguma experiencia com esse aparelho, imagina que poderia acabar o dia com a carga sem problemas. Mas como ele se entrava em um situação um tanto adversar para ficar definitivamente sem comunicação, ele escolhe desligar o celular para garantir carga para uma emergencia. No entanto ele ja havia avisado para sua mão que ele poderia ficar sem celular naquele periodo, pois a bateria do mesmo estava acabando. Joao entao segue com seu dia sem mais problemas. Para sua surpresa, sua mae e avó, apartir do momento no qual relizaram a falta de comunicação, passaram não só a tentar falar com ele com mais afinco, como tambem começaram a supor que o pior havia acontecido. Segundo Joao, o nivel do stress familiar foi tanto, que a avó dele teve um sangramento no nariz. Tudo terminou com ele encontrando a mãe no fim do dia, e vendo o caos que ocorrera por ele ter desligado o celular.

Agora então, voltando ao que já escrevi antes. João estava errado em ter desligado o celular? Afinal, segundo a linha de pensamento dele, ele se privou de comunicação para que ele pudesse em um momento de emergencia ter esse linha aberta. A familida dele estava errada em reagir de tal forma? Não é facil responder, pois afinal, mãe é mãe não importa a era ou contexto. Mas então vem minha indagação, toda a facilidade de se comunicar que temos hoje, toda a ideia de que podemos falar com quem quisermos, a qualquer hora que bem entendermos. Tudo isso, ajudou a criar um contexto que levou àquela situação ou simplesmente era a reação que a mão teria por não saber de seu filho. Um misto de ambas aconteceu. O grande problema que apareceu aquie foi que as pessoas ja se acostumaram a ter a capacidade se comunicar nesse contexto. Elas ja atrelaram ao Joao o seu celular, tranformaram ele e seu aparelho em um só. Como um monitor cardiaco bipa, o celular chama, isso parece indicar que a pessoa está bem, já, ouvir a mensagem de que o numero não está disponivel no momento é como ouvir que o bip continuo de um coração parado.

Como eu gosto de mostrar, a tecnologia é ótima, mas nós ainda nao sabemos lidar com ela da forma correta. Nós podemos ficar dependentes, podemos gostar e querer, e não é vergonha nenhuma em dizer que você a usa, e que ela facilita sua vida. Mas como vemos no exemplo acima, caso ela pare de funcionar, em algum momento, não significa que alguem morreu, nem que o mundo parou, e tambem não é motivo para pensar o pior, pode ser (e normalmente é) algo bobo como alguem chutar uma tomada, ou a bateria de um celular acabar inesperadamente. Temos que saber ver onde acaba uma coisa, e onde começa outra. Se eu ficar sem celular, não vou morrer, não vai acontecer nada de mais, simplesmente vou ficar mais isolado, vou morrer por isso? Não. Ao mesmo tempo, não iria gostar nem um pouco de ficar sem ele. Mas sei que isso não é o que define as coisas.

No fim e no fundo, você deve ser perguntar, quando a tecnologia para, é motivo para se stressar? A tecnologia é como tudo mais, sujeita a falhas, não é uma questão de se algo vai falhar, mas sim de quando algo vai falhar. Temos que ter em mente isso, porque quando, você estiver escrevendo seu texto em seu computador, por algum motivo ele sumir, você deve esperar isso e deve estar preparado para lidar com a situação.

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